PLANO DE AULA
Instituição: E.E Tristão de Athayde
Professor: Caroline Desirée Veiga
Disciplina: Língua Portuguesa
Turma: 1ª à 3ª série (Ensino Médio)
Duração: 07 (sete) aulas de 50 (cinquenta) minutos cada.
TEMA: Literatura e Pintura
CONTEÚDO PROGRAMADO: Fases do modernismo brasileiro, Semana 22, Movimento
Antropofagia, Oswald de Andrade – Manifesto
Antropófago, Tarsila do Amaral – Abaporu
e Arte Sustentável.
OBJETIVO GERAL:
Mostrar a aproximação entre a literatura e pintura.
OBJETIVO ESPECÍFICO:
Desenvolver a habilidade de leitura, análise e discussão da
obra de Tarsila do Amaral (Abaporu) e
Oswald de Andrade (Manifesto Antropófago).
DESENVOLVIMENTO DO
TEMA:
- Breve introdução das fases do modernismo brasileiro, semana
22 e características da primeira geração modernista brasileira;
- Breve histórico da
vida e principais obras de Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade e suas
características;
- Leitura e interpretação da obra Manifesto Antropófago;
- Apresentar a relação entre a literatura e a pintura através
da obra Abaporu (Tarsila do Amaral) e
Manifesto Antropófago (Oswald de Andrade)
- Releitura da obra Abaporu: Arte Sustentável – Sugestão de material: casca de ovo e materiais recicláveis, para a elaboração de um trabalho artístico.
RECURSOS DIDÁTICOS:
Data show, livro, folhas A4,lousa, giz
AVALIAÇÃO:
- Como instrumento de avaliação será considerado a
participação do aluno – interpretação e discussão das obras (valor: um ponto);
- Assimilação do conteúdo passado através de cinco questões –
conteúdo: características e principais obras de Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade
(valor: de zero a cinco pontos)
- Elaboração da releitura da obra Abaporu (valor: zero a quatro pontos)
REFERÊNCIAS:
Básica
http://www.significados.com.br/abaporu/ .acesso 08/11/2014 às 23:00
http://www.galeriaabaporu.com.br/editorialdeartes-3-Abaporu .acesso 08 /11 / 2014 às 10:00
http://www.galeriaabaporu.com.br/editorialdeartes-4-Semana-de--22- acesso 08 / 11/2014 às 18:30
Complementar
SARMENTO, Leila Lauar; TUFANO, Douglas. PORTUGUÊS (Literatura, Gramática.
Produção de Texto), volume 3. Manual do Professor/ Componente
curricular: Língua Portuguesa. Editora: Moderna. 1ª edição. São Paulo, 2010.
Duas fases do modernismo
O modernismo brasileiro costuma ser dividido em duas fases, de acordo
com o ponto de vista didático:
· 1922-1930 - Período de
"combate" : a primeira geração modernista procurava difundir as novas
ideias e não hesitava em ridicularizar a literatura tradicionalista. A
linguagem rebuscada (ligada ao Parnasianismo) e as formas lusitanas de
expressão literária eram criticadas.
· 1930-1945 - Período de
"construção": há, praticamente, o fim das polêmicas relacionadas às
questões do combate à linguagem parnasiana. A literatura voltou-se para os
estudos sociológicos, a crítica literária.
SEMANA 22
A ideia lançada pelo pintor Di Cavalcanti (1897-1976) de organizar
uma semana de arte moderna, ocorreu com a proximidade das comemorações do
Centenário da Independência, destinada a ser marco definitivo do
Modernismo no Brasil.
A Semana da Arte Moderna de 1922, representa apenas um doa momentos da
história do modernismo que, na verdade, já se iniciara antes dele e prosseguira
depois em várias direções.
A geração 22 - heróica, guerreira e combativa - tem como objetivo
principal a destruição de todo academicismo, proveniente da tradição literária
importada da Europa e representada pelos românticos, realistas e
parnasianos.
Movimento de antropofagia
Subcorrentes da primeira geração modernista.
Denominam-se Pau-Brasil (1924) e Antropofagia (1928) as principais
subcorrentes de nossa primeira geração modernista, em sua vertente
de nacionalismo crítico.
O Movimento Antropofagia, que aprofunda e amplia as propostas já
presentes em Pau- Brasil, conta com um grupo maior, que se agrega a Oswald de
Andrade e Tarsila do Amaral, autora de um quadro inspirador das ideias das
ideias antropofágicas,o Abaporu (aba=homem; poru=que come).
Oswald de Andrade denominou atropofagia: a deglutição, decoração crítica
de suas influências de modo a recriá-las, tendo em vista a redescoberta di
Brasil, em sua autenticidade primitiva.
A expressão "antropofagia" que significa, literalmente,
"comer carne humana" se refere a uma prática dos rituais
indígenas, transformada em metáfora da devoração simbólica das
influências europeias defendida por Oswald de Andrade.
Oswald de Andrade
Oswald de Andrade (1890-1954) foi umas das figuras mais dinâmicas do
movimento modernista, com seu espírito polêmico. Exerceu inúmeras
atividades ligadas à literatura: foi jornalista, poeta, romancista e autor de
peça teatral.
Oswald incorporou à poesia a linguagem cotidiana, o neologismo.
MANIFESTO
ANTROPÓFAGO
Só a
Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.
Única
lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os
coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz.
Tupi, or not tupi that is the question.
Contra
todas as catequeses. E contra a mãe dos Gracos.
Só
me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago.
Estamos
fatigados de todos os maridos católicos suspeitosos postos em drama. Freud
acabou com o enigma mulher e com outros sustos da psicologia impressa.
O
que atropelava a verdade era a roupa, o impermeável entre o mundo interior e o
mundo exterior. A reação contra o homem vestido. O cinema americano informará.
Filhos
do sol, mãe dos viventes. Encontrados e amados ferozmente, com toda a
hipocrisia da saudade, pelos imigrados, pelos traficados e pelos touristes. No
país da cobra grande.
Foi
porque nunca tivemos gramáticas, nem coleções de velhos vegetais. E nunca
soubemos o que era urbano, suburbano, fronteiriço e continental. Preguiçosos no
mapa-múndi do Brasil.
Uma
consciência participante, uma rítmica religiosa.
Contra
todos os importadores de consciência enlatada. A existência palpável da vida. E
a mentalidade pré-lógica para o Sr. Lévy-Bruhl estudar.
Queremos
a Revolução Caraiba. Maior que a Revolução Francesa. A unificação de todas as
revoltas eficazes na direção do homem. Sem n6s a Europa não teria sequer a sua
pobre declaração dos direitos do homem.
A
idade de ouro anunciada pela América. A idade de ouro. E todas as girls.
Filiação.
O contato com o Brasil Caraíba. Ori Villegaignon print terre. Montaig-ne. O
homem natural. Rousseau. Da Revolução Francesa ao Romantismo, à Revolução
Bolchevista, à Revolução Surrealista e ao bárbaro tecnizado de Keyserling.
Caminhamos..
Nunca
fomos catequizados. Vivemos através de um direito sonâmbulo. Fizemos Cristo
nascer na Bahia. Ou em Belém do Pará.
Mas
nunca admitimos o nascimento da lógica entre nós.
Contra
o Padre Vieira. Autor do nosso primeiro empréstimo, para ganhar comissão. O
rei-analfabeto dissera-lhe : ponha isso no papel mas sem muita lábia. Fez-se o
empréstimo. Gravou-se o açúcar brasileiro. Vieira deixou o dinheiro em Portugal
e nos trouxe a lábia.
O
espírito recusa-se a conceber o espírito sem o corpo. O antropomorfismo.
Necessidade da vacina antropofágica. Para o equilíbrio contra as religiões de
meridiano. E as inquisições exteriores.
Só
podemos atender ao mundo orecular.
Tínhamos
a justiça codificação da vingança. A ciência codificação da Magia.
Antropofagia. A transformação permanente do Tabu em totem.
Contra
o mundo reversível e as idéias objetivadas. Cadaverizadas. O stop do pensamento
que é dinâmico. O indivíduo vitima do sistema. Fonte das injustiças clássicas.
Das injustiças românticas. E o esquecimento das conquistas interiores.
Roteiros.
Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros.
O
instinto Caraíba.
Morte
e vida das hipóteses. Da equação eu parte do Cosmos ao axioma Cosmos parte do eu. Subsistência. Conhecimento.
Antropofagia.
Contra
as elites vegetais. Em comunicação com o solo.
Nunca
fomos catequizados. Fizemos foi Carnaval. O índio vestido de senador do
Império. Fingindo de Pitt. Ou figurando nas óperas de Alencar cheio de bons
sentimentos portugueses.
Já
tínhamos o comunismo. Já tínhamos a língua surrealista. A idade de ouro.
Catiti
Catiti
Imara
Notiá
Notiá
Imara
Ipeju*
A
magia e a vida. Tínhamos a relação e a distribuição dos bens físicos, dos bens
morais, dos bens dignários. E sabíamos transpor o mistério e a morte com o
auxílio de algumas formas gramaticais.
Perguntei
a um homem o que era o Direito. Ele me respondeu que era a garantia do
exercício da possibilidade. Esse homem chamava-se Galli Mathias. Comia.
Só
não há determinismo onde há mistério. Mas que temos nós com isso?
Contra
as histórias do homem que começam no Cabo Finisterra. O mundo não datado. Não
rubricado. Sem Napoleão. Sem César.
A
fixação do progresso por meio de catálogos e aparelhos de televisão. Só a
maquinaria. E os transfusores de sangue.
Contra
as sublimações antagônicas. Trazidas nas caravelas.
Contra
a verdade dos povos missionários, definida pela sagacidade de um antropófago, o
Visconde de Cairu: – É mentira muitas vezes repetida.
Mas
não foram cruzados que vieram. Foram fugitivos de uma civilização que estamos
comendo, porque somos fortes e vingativos como o Jabuti.
Se
Deus é a consciênda do Universo Incriado, Guaraci é a mãe dos viventes. Jaci é
a mãe dos vegetais.
Não
tivemos especulação. Mas tínhamos adivinhação. Tínhamos Política que é a
ciência da distribuição. E um sistema social-planetário.
As
migrações. A fuga dos estados tediosos. Contra as escleroses urbanas. Contra os
Conservatórios e o tédio especulativo.
De
William James e Voronoff. A transfiguração do Tabu em totem. Antropofagia.
O
pater famílias e a criação da Moral da Cegonha: Ignorância real das coisas+
fala de imaginação + sentimento de autoridade ante a prole curiosa.
É
preciso partir de um profundo ateísmo para se chegar à idéia de Deus. Mas a
caraíba não precisava. Porque tinha Guaraci.
O
objetivo criado reage com os Anjos da Queda. Depois Moisés divaga. Que temos
nós com isso?
Antes
dos portugueses descobrirem o Brasil, o Brasil tinha descoberto a felicidade.
Contra
o índio de tocheiro. O índio filho de Maria, afilhado de Catarina de Médicis e
genro de D. Antônio de Mariz.
A
alegria é a prova dos nove.
No
matriarcado de Pindorama.
Contra
a Memória fonte do costume. A experiência pessoal renovada.
Somos
concretistas. As idéias tomam conta, reagem, queimam gente nas praças públicas.
Suprimarnos as idéias e as outras paralisias. Pelos roteiros. Acreditar nos
sinais, acreditar nos instrumentos e nas estrelas.
Contra
Goethe, a mãe dos Gracos, e a Corte de D. João VI.
A
alegria é a prova dos nove.
A
luta entre o que se chamaria Incriado e a Criatura – ilustrada pela contradição
permanente do homem e o seu Tabu. O amor cotidiano e o modusvivendi
capitalista. Antropofagia. Absorção do inimigo sacro. Para transformá-lo em
totem. A humana aventura. A terrena finalidade. Porém, só as puras elites conseguiram
realizar a antropofagia carnal, que traz em si o mais alto sentido da vida e
evita todos os males identificados por Freud, males catequistas. O que se dá
não é uma sublimação do instinto sexual. É a escala termométrica do instinto
antropofágico. De carnal, ele se torna eletivo e cria a amizade. Afetivo, o
amor. Especulativo, a ciência. Desvia-se e transfere-se. Chegamos ao
aviltamento. A baixa antropofagia aglomerada nos pecados de catecismo – a
inveja, a usura, a calúnia, o assassinato. Peste dos chamados povos cultos e
cristianizados, é contra ela que estamos agindo. Antropófagos.
Contra
Anchieta cantando as onze mil virgens do céu, na terra de Iracema, – o
patriarca João Ramalho fundador de São Paulo.
A
nossa independência ainda não foi proclamada. Frape típica de D. João VI: – Meu
filho, põe essa coroa na tua cabeça, antes que algum aventureiro o faça!
Expulsamos a dinastia. É preciso expulsar o espírito bragantino, as ordenações
e o rapé de Maria da Fonte.
Contra
a realidade social, vestida e opressora, cadastrada por Freud – a realidade sem
complexos, sem loucura, sem prostituições e sem penitenciárias do matriarcado
de Pindorama.
OSWALD DE ANDRADE Em Piratininga
Ano 374 da Deglutição do Bispo Sardinha." (Revista de
Antropofagia, Ano 1, No. 1, maio de 1928.)
* "Lua
Nova, ó Lua Nova, assopra em Fulano lembranças de mim", in O
Selvagem, de Couto Magalhães
Principais obras:
RomancesOs Condenados (1922), Memórias Sentimentais de
João Miramar(1924), Estrela de Absinto (1927),Serafim
Ponte Grande (1933), A Escada Vermelha (1934), Os
Condenados (l941) - reunindo os livros de 1922,1927 e 1934,
constituindo a Trilogia do Exílio,Marco Zero I - Revolução
Melancólica (1943), Marco Zero II - Chão (1946).
PoesiaPau-Brasil (1925), Primeiro Caderno de
Poesia do Aluno Oswald de Andrade (1927), Poesias
Reunidas(1945).
TeatroO Homem e o Cavalo (1943), Teatro (A Morta, O Rei
da Vela), (1937).
EnsaioPonta de Lança (1945?), A
Arcádia e a Inconfidência (1945), A Crise da Filosofia
Messiânica (1950), A Marcha das Utopias (1966).
MemóriasUm Homem sem Profissão (1954).
Tarsila do Amaral
Tarsila do Amaral foi uma das mais importantes pintoras brasileiras do movimento modernista. Nasceu na cidade de Capivari (interior de São Paulo), em 1 de setembro de 1886.
Em 1920,
foi estudar na Academia Julian (escola particular de artes plásticas) na
cidade de Paris. Em 1922, participou do Salão Oficial dos Artistas da França,
utilizando em suas obras as técnicas do cubismo.
Retornou
para o Brasil em 1922, formando o "Grupo dos Cinco", junto com Anita Malfatti, Mario de Andrade, Oswald de Andrade e
Menotti Del Picchia. Este grupo foi o mais importante da Semana de Arte Moderna
de 1922.
Entre as
obras desta fase, podemos citar as mais conhecidas:Abaporu (1928)
e Operários (1933).
No final
da década de 1920, Tarsila criou os movimentos Pau-Brasil e Antropofágico.
Entre as propostas desta fase, Tarsila defendia que os artistas brasileiros
deveriam conhecer bem a arte europeia, porém deveriam criar uma estética
brasileira, apenas inspirada nos movimentos europeus.
No ano de
1926, Tarsila casou-se com Oswald de Andrade, separando-se em 1930.
Entre os
anos de 1936 e 1952, Tarsila trabalhou como colunista nos Diários Associados
(grupo de mídia que envolvia jornais, rádios, revistas).
Tarsila
do Amaral faleceu na cidade de São Paulo em 17 de janeiro de 1973. A
grandiosidade e importância de seu conjunto artístico a tornou uma das grandes
figuras artísticas brasileiras de todos os tempos.
Características
de suas obras
- Uso de
cores vivas
-
Influência do cubismo (uso
de formas geométricas)
-
Abordagem de temas sociais, cotidianos e paisagens do Brasil
-
Estética fora do padrão (influência do surrealismo na fase
antropofágica)
Principais
obras de Tarsila do Amaral
-
Autorretrato (1924)
- Retrato
de Oswald de Andrade (1923)
- Estudo
(Nú) (1923)
-
Natureza-morta com relógios (1923)
- O
Modelo (1923)
-
Caipirinha (1923)
- Rio de
Janeiro (1923)
- A Feira
I (1924)
- São
Paulo – Gazo (1924)
-
Carnaval em Madureira (1924)
-
Antropofagia (1929)
- A Cuca
(1924)
- Pátio
com Coração de Jesus (1921)
- Chapéu
Azul (1922)
-
Auto-retrato (1924)
- O
Pescador (1925)
- Romance
(1925)
-
Palmeiras (1925)
- Manteau
Rouge (1923)
- A Negra
(1923)
- São
Paulo (1924)
- Morro
da Favela (1924)
- A
Família (1925)
-
Vendedor de Frutas (1925)
-
Paisagem com Touro (1925)
-
Religião Brasileira (1927)
- O Lago
(1928)
- Coração
de Jesus (1926)
- O Ovo
ou Urutu (1928)
- A Lua
(1928)
- Abaporu
(1928)
- Cartão
Postal (1928)
-
Operários (1933)
Abaporu
Manifesto Antropofágico
Publicado na Revista Antropofagia (1928), propunha basicamente a devoração da
cultura e das técnicas importadas e sua reelaboração com autonomia,
transformando o produto importado em exportável. O nome do manifesto recuperava
a crença indígena: os índios antropófagos comiam o inimigo, supondo que assim
estavam assimilando suas qualidades.
"A idéia do manifesto surgiu quando Tarsila, para presentear o então
marido Oswald de Andrade, deu-lhe como presente de aniversário a telaAbaporu (aba
= homem; poru = que come).
A intensa relação amorosa e intelectual com Oswald fez
Tarsila pintar, em 1928,Abaporu (“homem que come carne humana”, em
tupi). O quadro impressionou tanto Oswald que serviu como mote para o
Movimento Atropofágico, nome dado a segunda fase de Tarsila, que “deglutiu”
ainda mais radicalmente referências culturais estrangeiras em um ambiente
brasileiro."
"Uma figura solitária, monstruosa, pés imensos, sentada
numa planície verde, o braço dobrado num joelho, a mão sustentando a peso-pena
da ‘cabecinha-minúscula’. Em frente, ‘um cacto explodindo numa flor absurda’.
Quando uma de suas amigas diz que suas pinturas antropofágicas lembravam-lhe
pesadelos, Tarsila então identifica a origem de sua pintura desta fase: “Só
então compreendi eu mesma que havia realizado imagens subconscientes, sugeridas
por histórias que ouvira quando em criança, contadas no hora de dormir pelas
velhas negras da fazendo. Segui apenas numa inspiração, sem nunca prever os
seus resultados.” Aquela figura monstruosa, de pés enormes, plantados no chão
brasileiro ao lado de um cacto, sugeriu a Oswald de Andrade a idéia da terra,
do homem nativo, selvagem, antropófago... (AMARAL, Aracy apud AZEVEDO)"
Sites:
http://www.tanto.com.br/manifestoantropofago.htm. acesso 11 / 11 / 2014 as 20:00
http://www.suapesquisa.com/biografias/tarsila_amaral.htm .acesso 11 / 11 / 2014 as 20:15
http://www.suapesquisa.com/biografias/oswalddeandrade/. Acesso 11/11/ 2014 às 20:39
http://artefontedeconhecimento.blogspot.com.br/2010/07/abapuru-tarsila-do-amaral.html?m=1 .acesso 11 / 11 / 2014 as 21:07
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